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Projetos

TERRITORIALIDADES DO TRABALHO NA CATAÇÃO DE RECICLÁVEIS NA NOVA ALTA PAULISTA: TRABALHO DECENTE OU PRECARIZAÇÃO ESTRUTURAL?

Edital de Fomento para Grupos de Pesquisa do IFSP 823/2018 - Grupo de Pesquisa Contemplado: Centro de Estudos sobre Técnica, Trabalho e Natureza (CETTRAN)

Líder do Grupo de Pesquisa: Prof. Dr. Fernando Mendonça Heck

Situação: em andamento

As territorialidades do trabalho representadas pelas cooperativas e associações de catadores de recicláveis no Brasil tem se proliferado por várias regiões do país. Uma das causas destes avanços está em reivindicações históricas pautadas desde a década de 1980 e que se materializam em legislações progressistas, conquistadas pelo movimento social dos catadores como é o caso da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que impulsiona a organização coletiva dos mesmos. No entanto, sabe-se que ainda há lacunas, pois muitos catadores de recicláveis brasileiros vivem na informalidade e alheios aos direitos trabalhistas e sociais. Na Nova Alta Paulista essas características também estão presentes e é por esse motivo que o objetivo da pesquisa é estudar comparativamente as condições de trabalho em cooperativas/associações e com catadores não organizados em dois municípios da região. A promoção do trabalho decente é um dos objetivos da Agenda 2030 e avaliar as condições de trabalho na catação de recicláveis na Nova Alta Paulista se enquadra neste quesito, justamente para observar se a região está na trilha do trabalho decente ou reafirma a histórica precarização estrutural. A metodologia proposta se pauta pela análise combinada entre o qualitativo e o quantitativo, pois haverá análise de dados estatísticos, pesquisa documental, aplicação de questionários e de entrevistas semiestruturadas. Espera-se com o aporte teórico-metodológico proposto avaliar as condições de trabalho dos catadores de recicláveis da Nova Alta Paulista e contribuir para que a promoção do trabalho decente seja realidade para essa fração da classe trabalhadora brasileira.

CARTOGRAFIA DA SAÚDE DO(A) TRABALHADOR(A) EM FRIGORÍFICOS NO BRASIL (2012-2018)

Coordenação do Projeto - Prof. Dr. Fernando Mendonça Heck

Situação: em andamento

Compreende-se que o Brasil nestas duas primeiras décadas do século XXI intensificou suas características seculares de uma formação espacial de capitalismo periférico e dependente da qual a expansão das commodities agrominerais (soja, milho, cana de açúcar, eucalipto, minérios etc.) é um exemplo fundamental. Esta inserção dependente na divisão internacional e territorial do trabalho centrada na agroexportação, além do saque aos recursos naturais e dos conflitos territoriais que dela resultam (pilhagem territorial), também tem sido significado de agravos à saúde do(a) trabalhador(a) que se expressa nos inúmeros circuitos produtivos das commodities agrominerais espalhados pelo território nacional. Neste quesito particular, o setor de frigorificação de carnes assume posição de destaque, pois as condições de trabalho impostas nas linhas de produção relacionam-se aos agravos à saúde dos(as) trabalhadores(as). Deste modo, o objetivo da pesquisa é demonstrar, a partir da leitura cartográfica, que o setor de frigoríficos se baseia num processo de trabalho degradante que, no limite, descarta força de trabalho, pois leva a significativos casos de agravos à saúde. Metodologicamente a pesquisa está embasada na coleta, sistematização e organização de dados secundários, bem como na realização de trabalhos de campo nas regiões Oeste do Paraná e Oeste Catarinense (principais empregadoras do setor no Brasil). As atividades de campo levarão em conta a possibilidade de construção de um mapeamento participativo junto às organizações coletivas da classe trabalhadora (sindicatos, associações etc.), no qual, além de apontar para os problemas de saúde decorrentes das condições de trabalho, o intuito é ressaltar as lutas e resistências frente ao processo de trabalho degradante dos frigoríficos.

 

LEVANTAMENTO ETNOBOTÂNICO DE PLANTAS MEDICINAIS ENTRE PAIS E ALUNOS DO INSTITUTO FEDERAL - CAMPUS TUPÃ (SP)

Coordenação do Projeto – Prof. Me. Fanley Bertoti da Cunha

Situação: Concluído (1º de outubro de 2017 - 30 de setembro de 2018)

RESUMO

A etnobotânica procura estudar e compreender a relação entre as plantas e os seres humanos, investigando como essa relação tem se estruturado ao longo do tempo. Esse termo foi empregado pela primeira vez em 1896 nos Estados Unidos e tem sido usado desde então para nomear esse ramo de conhecimento. O objetivo deste projeto é fazer o levantamento etnobotânico de plantas medicinais dos alunos do Ensino Médio dos cursos técnicos de Eletrônica e Eletrotécnica do Instituto Federal de São Paulo – Câmpus Tupã e de seus pais. Esses conhecimentos tradicionais que geralmente são transmitidos de uma geração para outra, principalmente através da oralidade têm se perdido ao longo do tempo. Nosso objetivo será comparar o conhecimento e utilização das plantas entre esses grupos geracionais diferentes. Resgatar esse conhecimento é importante tanto do ponto de vista cultural quanto do aproveitamento dos recursos da biodiversidade botânica brasileira e que ainda não foram investigados pela ciência. O projeto de pesquisa se insere dentro do projeto de extensão relacionado à agroecologia. Para esse levantamento realizaremos um questionário estruturado com todos os alunos do ensino médio e os pais sobre as principais plantas medicinais utilizadas e faremos a comparação entre o conhecimento dos alunos e de seus pais sobre as plantas medicinais.

Palavras-chave: Etnobotânica, saberes populares, levantamento etnobotânico.

 

MAPEAMENTO E DIAGNÓSTICO AGROECOLÓGICO DO MUNICÍPIO DE TUPÃ (SP)

Coordenação do Projeto – Prof. Dr. Fernando Mendonça Heck

Situação: Concluído (1º de julho de 2017 - 31 de junho de 2018)

RESUMO

A agroecologia é uma perspectiva teórica, política e econômica de agricultura, que se contrapõe ao paradigma da agricultura convencional dependente dos agrotóxicos. Desta forma, além de todas as suas esperadas vantagens para o meio ambiente e vida saudável, a agroecologia resgata e valoriza saberes tradicionais dos pequenos agricultores camponeses e consiste em alternativa para estes frente às estruturas produtivas e oligopólicas do agrohidronegócio químico-dependente. Assim, trata-se de uma agricultura de resistência, pois as práticas agroecológicas se diferenciam dos modelos tradicionais, sobretudo no que tange a aplicação dos agrotóxicos. Por isso, nosso objetivo é mapear a sua existência no município de Tupã (SP), lugar dominado pelo agrohidronegócio canavieiro, pecuária e amendoim, bem como compreender suas vantagens e dificuldades. A pesquisa é resultado de uma parceria entre o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFSP) Campus Avançado Tupã e Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI)/Casa da Agricultura do mesmo município. A metodologia consistirá na realização de trabalhos de campo, aplicação de questionários e entrevistas semi-estruturadas e no acesso aos bancos de dados estatísticos. Um dos produtos finais que esperamos confeccionar a partir da pesquisa será o mapa agroecológico de Tupã, além de constatar os benefícios das práticas agroecológicas para os camponeses e as dificuldades de permanecer na agroecologia por causa dos problemas de comercialização e falta de políticas públicas.

Palavras chave: agroecologia; campesinato; meio ambiente; agrohidronegócio.

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